Por onde andará os nossos espelhos reais?
Creio que com o tempo e mudanças eles vão se transformando... é sempre assim não? Tempo que é um relógio sem fim. Arrasa, rasga, fere, toca, regenera, e brinca com o nosso mundo sem percebemos tanto quanto deveriamos. Sem driblar tanto quanto poderíamos. Sem aceitar tanto quanto o necessário.
Aliás, percebi hoje que só depois de um ano (quase exato) aceitei tudo aquilo... aquilo que por momentos e ao mesmo tempo por todo tempo, me sufocou, me acolheu, me descartou, me aceitou.... me deu dor, lágrimas e saudades. Me deu companhia constante.
Tanto mudava, tanto acontecia, mas de vez em quando resolvemos teimar com o tempo. E lá no fundo as coisas ainda permaneciam. Como um aparelho de dvd colocado no pause.
Erramos ao pensar que o tempo não passa e que não leva a maioria das coisas consigo.
Errei ao pensar que nada iria mudar.
Pois mudou, e hoje vejo.... sabe, talvez a mudada tenha sido eu. Eu com o meu "poder" de levar ao topo e deixar cairem...
Queria que nada mais se repetisse dessa forma. Mas já estão se repetindo. Queria que com você fosse totalmente diferente e o máximo perfeito. E foi, mas eu estraguei. Queria que voltasse tudo como o dia que olhamos aquela estrela cadente....
Sabem eu o que deverei fazer por enquanto?
Sabem eu o que deverei fazer por enquanto?
Procurar os meus espelhos reais; fora daqui. Porque enquanto há muita dor, o amor não consegue se desabrochar.
Coração triste, com saudade, surpreso e cheio de olhos vermelhos.
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