
Ela ri, mas por dentro chora.
Ela fala, mas por dentro grita.
Ela dança, mas por dentro está imóvel.
Ela recorta, mas por dentro rasga.
Ela brinca de esconde-esconde, mas por dentro não pode se encontrar.
Ela estuda, mas por dentro se cobra.
Ela é forte, mas por dentro é fraca.
Ela odeia, mas na verdade ama.
Ela vive, mas apenas por fora.
(A estátua desventurada mora no país Patíbulo, onde seres sofrem a cada instante, sangram em silêncio e vivem enjaulados. Ela está muito triste e até já cogitou fugir. Pois soube de um lugar em que estátuas podem se mover, falar e viver livremente. Ela desejar ir pra lá. Um dia irá! Um dia...)

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